sexta-feira, 13 de abril de 2012

1º visita a suape


Como planejamos levamos o projeto de Poupança Comunitária para SUAPE, no dia 9 de fevereiro 2012. Fomos e conhecemos a comunidade Cepovo, uma comunidade bem humilde. Nosso contato foi com duas moradoras chamadas Odete e Neide , duas pessoas bem legais e que  se interessaram  muito pelo projeto, e o melhor de tudo foi saber que o pai de Odete é lider comunitario, e que é ela que o ajuda nas reunião na comunidade e nas reunião na Prefeitura. E eles já tem um cadastro da comunidade e que e que estão lutando para que sua comunidade não saia da quele local.

domingo, 11 de março de 2012

Reunião com Norah (representante do governo)

No dia 08 de março, o dia em que comemoramos o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, nós as mulheres Liderança Estratégica participamos de uma reunião com Norah (representante do Governo do Estado) aqui na comunidade. 

Marcamos a reunião com ela para falar sobre alguns assuntos que estão causando polêmicas na comunidade, por exemplo: 
  • Quais os critérios para receber as casa térrea e a casa especial;
  • Como é que vai funcionar a lista de espera;
  • Para que serve o documento que os moradores assinaram no momento da entrega das casas;
  • Saber a resposta da pesquisa que fizemos na área piloto.
Fátima também questionou sobre as pessoas que estão no auxílio passando dificuldade, pois muito viviam da pesca e agora não tem da onde tirar seu sustento, enquanto muito que receberam sua casa não querem morar e estão alugando. Ela sugeriu que na próxima área a ser entregue deveria ser avaliado quem realmente será beneficiado dando prioridade às pessoas que estão passando necessidade. 

Norah respondeu que não pode fazer isso, a não ser que alguém queira trocar. Pediu que nós do Grupo de Poupança pegássemos o nome dessas pessoas e encaminhasse para o escritório, pois se sobrar casa na próxima área essa pessoas poderiam ser privilegiadas. 

Por Ana Mirtes

quarta-feira, 7 de março de 2012

Antecipando o dia 08 de março.


Nós, mulheres da periferia



Sempre escutamos frases como "ela é formada, mas não na USP" ou "ela é ótima, mas mora longe", mas o tempo ensina a não ter vergonha da periferia


Se a periferia tivesse sexo, certamente seria feminino. Como coração de mãe, ela abraça os seus filhos sem distinção, sem ver se é belo ou feio, dentro ou fora dos padrões.

No dicionário, periferia é a região mais afastada do centro. Um termo que designa apenas um espaço geográfico, não o pior lugar da cidade.

Em São Paulo, há mais de 650 mil mulheres vivendo na periferia -e presentes em toda a cidade, trabalhando, estudando e saindo com os amigos. No Brasil, quase 22 milhões de mulheres são chefes de família.

E para quem é considerada uma favelada, alcançar o ensino superior é quase impossível. É como se ela nascesse com seu destino determinado. Jamais vai ter dinheiro para pagar a universidade e a escola pública não vai prepará-la.

Mas agora, belas, agressivas, cheias de gana e autoconfiança, essas mulheres estão driblando as dificuldades para ascender socialmente. Passaram a incluir mais uma atividade em sua dupla jornada, que se tornou tripla, pois também estudam.

Hoje, mais do que nunca, mães que não tiveram oportunidades de ensino podem sonhar com o estudo dos seus filhos. Na periferia, a mãe tem orgulho de dizer à patroa que seu filho "fez faculdade".

Não que o diploma de ensino superior tire a sensação de ser marginalizada. "Ela é formada, mas não na USP. É uma ótima profissional, mas mora muito longe." Essa é a realidade de muitas das 3,6 milhões de brasileiras que fazem faculdade.

Situação que apaga e esconde diversas características da população que está longe dos grandes centros. A periferia tem, sim, pessoas interessadas em arte, moradores engajados em movimentos sociais e políticos que querem mostrar a pluralidade deste "outro mundo".

Yhorranna Ketterman, moradora de Taipas, zona norte de São Paulo, é um exemplo. Ficou grávida aos 17 anos. Sugeriram que ela abortasse, ela recusou. Aos 28 anos e com dois filhos, Yhorranna sonha com uma casa, pois vive em uma moradia irregular. Na favela onde mora, os becos são apertados. Ao abrir a porta, só vê casas coladas -ao menos pode pedir para a vizinha ficar de olho nas crianças quando vai trabalhar.

Ela é metalúrgica e se separou do marido depois de uma briga que a deixou com o dedo torto. Já apanhou, mas também bateu. Como mulher forte que é, decidiu fazer a operação para não ter mais filhos, encarando o machismo do então parceiro, que não quis fazer a vasectomia.

Sozinha e chefe do lar, Yhorranna manda na sua vida.

Não basta, no entanto. Quem de nós nunca ouviu a famosa afirmação: "Você não parece que mora na periferia." Bom, até onde sabemos e vemos, as mulheres da periferia não têm apenas um padrão de beleza, não usam as mesmas roupas e não gostam de um único tipo de música.

Somos negras, brancas, jovens, idosas, mães de outras meninas. Gostamos de fotografia, balé, funk, teatro. Na entrevista de emprego, o local onde moramos cria constrangimento. "Sim, tomo ônibus. Trem. Dois metrôs. E ônibus de novo." No happy hour, é comum escutar: "Lá entra carro? Essa hora é perigoso. Quer dormir na minha casa?". A resposta é não. Saímos cedo, voltamos tarde, mas sempre voltamos.

Trabalhamos perto, trabalhamos longe, dirigimos carros, usamos ônibus. Somos várias, diferentes histórias, o mesmo lugar. É impossível nos reduzir a um estereótipo.

Com o tempo, a mulher aprende a dizer que seu bairro não é tão perigoso quanto pregam. Aprende a não ter vergonha de dizer que é da periferia, pois é lá que estão suas raízes e tudo aquilo que aprendeu.

Ser mulher na periferia é também esperar mais de um mês para ir ao ginecologista. É não conseguir creche para seus filhos. Mas nada disso intimida. Nesta semana da mulher, vale lembrar que pobreza maior é não ter espaço para ser. Na periferia, elas são: mulheres guerreiras.


BIANCA PEDRINA
, 27, é jornalista e mora em Taipas
JÉSSICA MOREIRA
, 20, estuda jornalismo e mora em Perus
MAYARA PENINA
, 21, de Paraisópolis, estuda jornalismo
SEMAYAT OLIVEIRA
, 23, jornalista, vive na Cidade Ademar
PATRÍCIA SILVA
, 23, é jornalista e mora no Campo Limpo
Todas são correspondentes do blog Mural, da
Folha.comFonte:
São Paulo, quarta-feira, 07 de março de 2012Opinião

sexta-feira, 2 de março de 2012

Protesto

Moradoras da ilha de Deus prostetaram com  relacão ao auxílio moradia que fazia dois mêses que não recebiam, e um grupo de 40 mulheres pararam a obra que esta acontecendo na Ilha; Quando as mulheres entrarão na obra  tocarão fogo em pneus os homens que trabalham na obra ficarão adimirados com a atitude e a coragem das delas que estavão lutando pelo seu direito e que elas tem a coragem que os homem não tem, pois muitas vezes eles pensão em para a obra por o salário atrasa mais não tem coragem, e ficarão a dimirados com elas.E essa é uma caracteristaca das mulheres da ilha de Deus que sempre se mobilizam para o bem da comunidade.

Postado por Ana Mirtes

Visita a Vla Tamandaré

O grupo de poupança da ilha de Deus foi ate a comunidade Vila tamandaré, com o intuito de de mostra o projeto de poupança comunitaria e mostra a forma que trabalhamos para juntos com os poupadores mudar a realidade que vivemos, a comunidade é muito humilde e carente e se interesarão bastate e  ficarão muito entusiasmada afim de forma logo um grupo e também concordarão que a união faz a força.poupança.




Postado por Ana Mirtes