terça-feira, 2 de outubro de 2012
Grupo de poupança participa de seminário do IADH
Suape abri conta
No mês de agosto o grupo de Suape abriu a conta tão esperada, as tesoureira estão bastante desempenhada com o projeto e também estão crendo que esse projeto vai contribuir bastante para a mudança de sua comunidade. E o grande objetivo delas é ver a rua que moram calçada e um dia ter uma creche para as crianças; e desse sonho elas não desiste.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Ilha de Deus é matéria no Jornal do Comércio.
Ilha das letras
ALFABETIZAÇÃO Adultos que largaram a escola voltam à sala de aula para descobrir palavras, números e cidadania
Marcela Balbino
mbalbino@jc.com.br
Nascida há 31 anos na Ilha de Deus, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, Lucidalva Severina Gomes cresceu pescando camarão com o pai e enfiando as mãos na lama para catar sururu. Aos 14 anos, abandonou a sala de aula para cuidar da casa e dos filhos. Quase duas décadas depois, volta à escola para se acertar com as palavras. Hoje, à luz do legado deixado por Paulo Freire, Lucidalva e outros 466 ribeirinhos do Estado ganham nova chance de ter acesso a um dos direitos mais defendidos pelo pedagogo: a cidadania através da educação. Ela é aluna do projeto Pescando Letras, que faz parte do Programa Paulo Freire, iniciativa do governo do Estado lançada em 2008.
Compartilhando a mesma realidade de Lucidalva, Geandra Maria Tavares, 29, retomou os estudos. Para ela, as palavras lhe soam familiar, seu grande adversário são os números. Na 5ª série ela abandonou a escola e encontrou no projeto uma oportunidade de quitar a dívida com a consciência. Me arrependo de ter desistido de estudar, fico pensando que hoje poderia estar em um bom emprego e com outra vida. Mas estou correndo atrás, percebi que não tem idade para aprender, afirma.
Após 15 anos da morte do pedagogo, as lições dialogam com o pensamento freireano que versa sobre ética, respeito e cidadania. Para tornar o princípio realidade, a premissa é que os educadores dividam o mesmo cotidiano dos alunos. Andréa Cristina Alves da Silva, 32, nasceu na Ilha e é uma das professoras. Como alfabetizadora, afirma que o processo não é fácil e é necessário jogo de cintura para alcançar o objetivo. É preciso motivá-los e fazer com que tenham vontade de aprender, porque a maioria não teve acesso à escola, por falta de tempo, condições e estímulo. Recomeçar depois de tanto tempo é o grande desafio, conta.
A educadora transporta a vida na Ilha, que passa por transformações urbanísticas e sociais, para o quadro-negro. Palavras como sururu, mangote, camarão e pesca, comuns à realidade ribeirinha, são aprisionadas nos papéis por mãos ainda inseguras com o lápis.
Sabia escrever algumas palavras, mas engolia muitas letras. Não sabia que Brasil tinha R e tirava o H de Ilha. Tinha vergonha na hora que queria algum remédio e precisava escrever o nome num papel, porque não sabia o alfabeto, conta Dalva, que recebe ajuda dos quatro filhos para responder as lições.
O caçula de Geandra, Vitor Tavares, 7, está na 2ª série e ajuda a mãe nas quatro operações. Os dois memorizam juntos a tabuada. Ao término do projeto, previsto para outubro, ela afirma que vai continuar os estudos. Meu sonho é ser veterinária, confidencia Geandra, que ao fim da entrevista recitou, meio hesitante, trecho do poema Morte e Vida Severina, do pernambucano João Cabral de Melo Neto.
Segundo a coordenadora-executiva do Programa Paulo Freire, Vera Capucho, a alfabetização é realizada em conexão com noções de direitos humanos. Eles são alfabetizados no conhecimento das letras, dos números e dos direitos que lhes são legítimos, mas muitas vezes desconhecidos. A educação é a porta de entrada para uma cidadania mais ampla.
sábado, 22 de setembro de 2012
Prestação de conta do Grupo Esperança
Encontro de tesoureiras em suape
No 01 de setembro os grupos de poupança de Recife se reunirão em Suape para prestação de contas como fazermos todo os meses.Neguinha sorteou quem seria a coordenadora, a relatora, a fotografa e a secretaria, essa é uma forma de nos ensinar a dirigir uma reunião sem ela, cada encontro são pessoas de ferente que dirige a reunião.O primeiro assunto da pauta foi prestação de conta de cada grupo , como sempre união na frente, perguntou também se cada grupo teve alguma atividade durante o mês, quantos poupadores homens e mulheres cada grupo tem, se participamos de alguma reunião com outro de projeto e cada grupo contou das atividades que participarão.Contamos as meninas de Suape que a Interação já mandou o dinheiro para comprarmos os matérias da oficina e que esse material vai ser para todos os grupos e que pretendemos começar no dia 15 de outubro a oficina de pendendo da reunião que ira ter no dia 13 com os poupadores do união. O encontro foi bastante dinâmico marcamos também as prestação de conta grupo.
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